► Brunno (ou Bru, Carlos, Carlotto, CB, Boladão, Brunneco... tanto faz.)
► 22 anos
► 3º Período de História (UFRJ)
► Amante de música
► Solteiro
E o vento levou...
I'm waiting for the final moment you'll say the words that I can't say.
Terça-feira, Dezembro 06, 2005
Vinte e Poucos Anos - Na versão Raimundos
Você já sabe, me conhece muito bem
Eu sou capaz de ir e vou muito mais além
Do que você imagina
Eu não desisto assim tão fácil, meu amor
Das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço, seu valor
Eu só quero dessa vida é ser feliz
Eu não abro mão
Nem por você, nem por ninguém
Eu me desfaço dos teus planos
Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos
Tem gente ainda me esperando pra contar
As novidades que eu já canso de saber
Eu sei, também tem gente me enganando
Mas que bobagem, já é tempo de crescer
14:31, quando Brunno enlouqueceu.
Terça-feira, Novembro 22, 2005
Bom, estou dando uma pausa no trabalho de religiões do Chevita Boladão pra escrever aqui um pouquinho. Mas é pouquinho mesmo :)
Últimas matérias, quiçá última semana de aula. Sim, morram de inveja de minhas férias de quase quatro meses, reles mortais.
O que dizer, não é mesmo? No meio de todo e qualquer sufoco, dar aquela respirada... Se entregar, sorrir (voar, sumir, perder... :P) e deixar todos os problemas pra lá. Transformar tudo o que não está a nosso alcance em coisas momentaneamente concretas pode deixar qualquer um em estado de felicidade exagerado. E é um exagerado mesmo o que eu sou! Mas, mais importante que isso, é passar momentos que jamais serão esquecidos, com pessoas tão especiais na sua vida.
Meu irmão, sr. dr. Carlos Eduardo, não lembrava quando tinha sido o último show que tínhamos ido juntos. Isso faz falta. Obrigado por ter ido à praia junto!
E você, pessoa querida, pessoa amada, obrigado pela noite. Você, felizmente, já sabe de tudo o que eu quero e também o que sinto que posso dizer. Apenas quero lhe lembrar do meu carinho por ti. Espero sinceramente que o que nos trouxe momentos estranhos no passado não se repita. Não vamos perder tempo inutilmente, tá?
Amo vocês!
A música é pelo momento da noite. Mas, enfim, sem explicações adicionais ^^
Mão Atadas - Cantada porZélia Duncan e Frejat
Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos e depois?
Depois, toco meu corpo; eu tenho frio
Sou um louco, amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei, ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê
Eu tenho as mãos atadas, sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir
Perder
Não sei querer mais
A qualquer hora é sempre, agora chora
Quero cantar você...
Vou fazer uma canção
Liberte o meu pensar
Aperte os cintos pra pousar
Agora é hora de dizer: muito prazer, sorte ou azar
E amar
Simplesmente amar você
00:37, quando Brunno enlouqueceu.
Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Não, eu não morri. Mas aí vai uma música. Uma das mais "foda-se" que eu conheci.
Faça. Faça. Apenas FAÇA!
Do it - Lenine
Tá cansada? Senta.
Se acredita, tenta.
Se tá frio, esquenta.
Se tá fora, entra.
Se pediu, agüenta.
Se sujou, cai fora.
Se da pé, namora.
Tá doendo? Chora!
Tá caindo? Escora!
Não tá bom? Melhora!
Se aperta, grite.
Se tá chato, agite.
Se não tem, credite.
Se foi falta, apite.
Se não é, imite.
Se é do mato, amanse.
Trabalhou? Descanse.
Se tem festa, dance.
Se tá longe, alcance
Use sua chance.
Se tá puto, quebre.
Tá feliz? Requebre.
Se venceu, celebre.
Se tá velho, alquebre.
Corra atrás da lebre.
Se perdeu, procure.
Se é seu, segure.
Se tá mal, se cure.
Se é verdade, jure.
Quer saber? Apure.
Se sobrou, congele.
Se não vai, cancele.
Se é inocente, apele.
Escravo? Se rebele!
Nunca se atropele.
Se escreveu, remeta.
Engrossou, se meta.
Quer dever? Prometa.
Pra moldar, derreta.
Não se submeta!
08:13, quando Brunno enlouqueceu.
Terça-feira, Outubro 04, 2005
Sorria - Gabriel, O Pensador
Não coma de boca aberta, não fale de boca cheia; não beba de barriga vazia
Não fale da vida alheia, não julgue sem ter certeza e não apoie os cotovelos sobre a mesa
Não pare no acostamento, não passe pela direita, não passe embaixo de escada que dá azar
Não cuspa no chão da rua, não cuspa pro alto, não deixe de dar descarga depois de usar.
Não use o nome de Deus em vão
Não use o nome de Deus em vão, irmão
Não use o nome de Deus em vão
Não use remédios sem orientação
SORRIA! Você tá sendo filmado
SORRIA! Você tá sendo observado
SORRIA! Você tá sendo controlado
Cê tá sendo filmado, cê tá sendo filmado
Não coma de boca aberta, não fale de boca cheia, não toque nos produtos se não for comprar
Não pise na grama, não faça xixi na cama; não ame quem não te ama [não ame quem não te ama!]
Não chame os elevadores em caso de incêndio
Não entre no elevador sem antes verificar se o mesmo encontra-se neste andar
Não chupe balas oferecidas por estranhos
Não recuse um convite sem dizer obrigado
Não diga palavras chulas na frente dos seus avós
Não fale com o motorista; apenas o necessário
Não se deixe levar pelos instintos carnais
Não desobedeça seus pais
Não dê esmola aos mendigos, não dê comida aos animais
Não dê comida aos animais, não dê esmola aos mendigos
Não coma de boca aberta, não fale de boca cheia,
Não dê na primeira noite, não coma a mulher do amigo.
SORRIA! Você tá sendo filmado
SORRIA! Você tá sendo observado
SORRIA! Você tá sendo controlado
Cê tá sendo filmado, cê tá sendo filmado
Não use o nome de Deus em vão
Não use o nome de Deus em vão, irmão
Não use o nome de Deus em vão
Não use remédios sem orientação
Não se deixe levar. Se deixe levar.
Se deixe levar. Não se deixe levar!
Coma de boca aberta, coma de boca fechada
Coma nos elevadores
Em caso de incêndio coma nas escadas
Coma no chão da rua, coma na grama, coma na cama
Ame quem não te ama
Não recuse balas oferecidas por estranhos
Não dê esmola aos mendigos sem dizer obrigado
Não chupe (ou chupe) os animais,
Não desobedeça seus instintos carnais
Não dê na primeira noite na frente dos seus avós
Não use o nome de Deus se não for comprar
Não coma a mulher do amigo sem antes verificar se o mesmo encontra-se neste andar.
05:42, quando Brunno enlouqueceu.
Domingo, Setembro 11, 2005
É foda entender EXATAMENTE o que o cara que fez uma música sentiu quando a fez. Eu queria tê-la postado ontem, mas minha dor de cabeça (como diz a letra) não deixou.
Wonderful Tonight - Eric Clapton
It's late in the evening
She's wondering what clothes to wear
She puts on her make up
And brushes her long brown hair
And then she asks me
Do I look alright?
And I say yes, you look wonderful tonight
We go to a party
And everyone turns to see
This beautiful lady
That's walking around with me
And then she asks me
Do you feel alright?
And I say yes, I feel wonderful tonight
I feel wonderful
Because I see the love light in your eyes
And the wonder of it all
Is that you just don't realize
How much I love you
It's time to go home now
And I've got an aching head
So I give her the car keys
She helps me to bed
And then I tell her
As I turn out the light
I say my darling, you were wonderful tonight
Oh my darling, you were wonderful tonight
21:13, quando Brunno enlouqueceu.
Quarta-feira, Agosto 31, 2005
It hurts so bad
It's been so long...
Ah, não sei. Resolvi escrever porque estou olhando pra lista do meu msn, com muitas pessoas ocupadas e não falo com ninguém. Com quem falo, não sinto confortável pra falar. E estou ao som de Mama I'm comming home, do Ozzy, que é lindíssima. Tristinha, yet lindíssima.
Mama I'm comming home - Ozzy Osbourne
Times have changed and times are strange
Here I come but I ain't the same
Mama, I'm coming home
Times gone by seem to be
You could have been a better friend to me
Mama, I'm coming home
You took me in and you drove me out
Yeah, you had me hypnotized
Lost and found and turned around
By the fire in your eyes
You made me cry, you told me lies
But I can't stand to say goodbye
Mama, I'm coming home
I could be right, I could be wrong
It hurts so bad, it's been so long
Mama, I'm coming home
Selfish love yeah we're both alone
The ride before the fall
But I'm gonna take this heart of stone
I just got to have it all
I've seen your face a hundred times
Everyday we've been apart
I don't care about the sunshine, yeah
'cause mama, mama, I'm coming home
I'm coming home
You took me in and you drove me out
Yeah, you had me hypnotized
Lost and found and turned around
By the fire in your eyes
I've seen your face a hundred times
Everyday we've been apart
I don't care about the sunshine, yeah
'cause mama, mama, I'm coming home
I'm coming home
Beijos, crianças. Que Deus proteja a todos. Sejam gratos na alegria e na tristeza!
Embora Deus esteja dodói, logo estará dando o ar da graça novamente. :)
21:11, quando Brunno enlouqueceu.
Segunda-feira, Agosto 29, 2005
De sábado pra domingo, resolvemos ir para a rua afim de quebrar a monotoneidade de dois finais de semana consecutivos em casa.
Eu, Grima e Tek nos dirigimos ao Pópit Felix porque tinha um aniversário lá. Depois iríamos para algum outro lugar, tanto fazia qual. Antes, passei na casa da Tek e de lá fomos ao dito lugar.
É tão legal ir a festas com (e de) pessoas desconhecidas. Quer dizer, nem tanto, porque eu já tinha ido de bicão em outro aniversário, então duas meninas me reconheceram. E tinha a menina de laranja (hummmm), que descobrimos depois era a aniversariante. Linda, desacompanhada e dançando como se ninguém estivesse olhando. Magrinha, de cabelos curtos, suada de tanto dançar. Convenci meu amigo a levantar para dançarmos ao lado dela... O diálogo começa com ele:
- Meu sonho.. sabe qual é? Que ela chegasse aqui nessa mesa e pedisse pra dançar comigo.
- Isso nunca vai acontecer.
- É, eu sei...
- Por isso você vai ficar sentado?
- ...
- Vamos dançar!
Garagalhadas - Eu não danço.
- Comece agora!
É engraçado destacar que ele é um pé de chumbo, mas se esforçou. O problema é que durou pouco, porque ela se estressou com dono do Pópit... Fora que o arrozão gigante chegou minutos depois. Arrozão gigante era um rapaz metido a emo boy que tava dançando com ela quando chegamos. Mas depois sumiu e voltou com outra um tempão depois. Como não sabíamos se era namorado de alguma das duas ou não, nem nos engraçamos. Mas depois vimos que ele estava só arrozando... as duas.
Depois fomos deixar Tek em casa e partimos pra Lapa. Tínhamos combinado de não beber, mas o futuro previa o contrário. Mas como estávamos muito afim dum podrão que tem lá, fomos. Chegando lá, nosso mestre Mário jogou um spell na gente e acabamos comprando uma caipirinha. Sim, foi uma só, bem pouquinho... Pegamos o copo e fomos pra escadinha, pois eu queria ver se achava a Cecília. Bom, vi de longe uma senhôra que pareceu muito a amiga loira dela... E só não corri atrás dela porque.... porque.... bem, nem eu sei o porque, mas não fui. Mas agora já sei que ela realmente está sempre lá, como tinha dito à Cecília, então é só voltar lá e perguntar! Talvez um dia eu faça isso.
Não dormimos, fomos pra casa do Grima e ficamos vendo tosqueiras no pc dele, até as 11, que foi quando voltei pra casa.
...
Acabou. Ponto final.
13:39, quando Brunno enlouqueceu.
Quarta-feira, Agosto 24, 2005
Olho a cidade ao redor e nada me interessa. Eu finjo ter calma, a solidão me apressa.
Eu vou sair nessas horas de confusão gritando seu nome entre os carros que vêm e vão... Quem sabe, então, assim você repara em mim?
Essa música em especial é muito boa. Hoje, quase na hora de ir embora do bar onde estava com meus amigos, ela tocou. E eu fiquei pensando, pensando... E cara, eu gostaria muito de pensar menos nessas coisas, mas é impossível. Não adianta.
Eu já percebi que mudanças sutis fizeram pouca diferença, pois em boa parte eu só me enganei. Estou notando que preciso de mudanças drásticas na minha vida. Isso vai doer, vai me magoar acima de qualquer outra pessoa. Mas eu juro que se eu soubesse outro jeito, se eu conseguisse fazer de outra forma, eu faria.
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Isso não tem nada a ver com o assunto acima, eu só lembrei de comentar. Estou escrevendo um e-mail pra Fernanda. É, eu acho que sou masoquista, mas eu tive tanta curiosidade em saber como ela está... Regiane, não me bata =)
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Eu estava odiando muito as aulas de filosofia, quando de uma hora para outra..... Passei a adorar! Hoje assisti a aula empolgadíssimo. Muito bom.
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Eu realmente gostei desse lance de "rapidinhas".
22:22, quando Brunno enlouqueceu.
Segunda-feira, Agosto 22, 2005
Rapidinhas
Bah. Que tristeza. Quando eu penso comigo mesmo que vou voltar a escrever, surto e abandono o blog de novo. A esperança é que um dia eu tenha uma epifânia (meu Deus, como eu gosto dessa palavra) monstruosa e desande a escrever textos interessantes. Não que isso faça alguma diferença, simplesmente porque eu sinto falta de escrever mesmo.
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Mas eu sou muito idiota mesmo. Queria entender como eu consigo me dizer de um jeito e no minuto seguinte desdizer tudo de uma forma ridícula e engraçada. Queria que filmassem minha vida. Sabe, se eu vivesse num Show de Thruman o mundo seria um lugar mais engraçado de se viver. Não que eu seja engraçado, mas o ridículo das coisas que tem lugar na minha vida é tão exagerado, que me pergunto se algum roteirista um dia seria capaz de idealizar coisas tão geniais.
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Ontem teve sessão bebedeira aqui em casa. O que restou foi meia garrafa de 51 e uma fome desgraçante no dia seguinte. E um quê de ressaca moral, mas eu até agora não consegui entender porque. Não, o strip que eu fiz na cama da minha mãe não é responsável por isso, tenho certeza. E não é sarcasmo.
Estranho.
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Sei lá, eu luto tanto pra deixar meus papos culturais de lado, mas quando eles se vão eu sinto falta. Estou quase pegando um livro de poesias pra ler. Não que isso vá me enriquecer de algum modo, mas assim vou me sentir mais cultural. E menos idiota, por consequência.
13:41, quando Brunno enlouqueceu.
Sexta-feira, Julho 29, 2005
Pra fechar com chave de ouro as férias. Claro, alguém realmente pensou que isso podia acabar bem?
Agora eu sei - Zero
Há muito tempo eu ouvi dizer, que um homem vinha pra nos mostrar
Que todo mundo é bom e que ninguém é tão ruim
O tempo voa e agora eu sei que só quiseram me enganar
Tem gente boa que me fez sofrer, tem gente boa que me faz chorar (que me faz chorar)
Agora eu sei, e posso te contar (posso te contar)
Não acredite se ouvir também, que alguém te ama
E sem você não consegue viver (não consegue viver)
Quem vive mente mesmo sem querer (mesmo sem querer)
E fere o outro, não pelo prazer
Mas pela evidente razão, sobreviver
Não é possível mais ignorar, que quem me ama me faz mal demais
Mas ainda é cedo pra saber, se isto é ruim ou é muito bom
O tempo voa e agora eu sei que só quiseram me enganar
Tem gente boa que me fez sofrer, tem gente boa que me faz chorar (que me faz chorar)
Quem vê seu rosto só pensa no bem, que você pode fazer a quem
Tiver a chance de te possuir (de te possuir)
Mal sabe ele como é triste ter (como é triste ter)
Amor demais, sem nada receber, que possa compensar
O que isto traz de dor
Quem vê seu rosto só pensa no bem, que você pode fazer a quem
Tiver a chance de te possuir (de te possuir)
Mal sabe ele como é triste ter (como é triste ter)
Amor demais, sem nada receber, que possa compensar
O que isto traz de dor (o que isto traz de dor)
Tudo isto me traz de dor
O que isto traz de dor
Tudo isto me traz de dor
O que isto traz de dor
09:48, quando Brunno enlouqueceu.
Domingo, Julho 17, 2005
Edição de Férias - I
Tantas coisas!
Começaram as férias. Praticamente um mês de puro ócio. Mas essas férias estão sendo como nunca foram!
E o marco é quarta-feria, dia 13 de julho. Nesse dia começou uma história muito louca, que ainda vou terminar de escrever quando souber o final. Eu estava em casa e devido a uma série quase infinitas de fatores que não valem a pena serem citados, eu fui ficando completamente transtornado. E quando percebi, estava com uma vontade incontrolável de sair de casa, para qualquer destino que se apresentasse possível. Ao procurar pelo que fazer, Tek mandou a boa (duvidem disso): tinha o Palpite Feliz, na 28. Eu pensei duas vezes? Nada. Catei umas roupas, tomei um banho e saí de casa, rumo a um evento que parecia ser um tanto quanto de índio. Eu tava ligando? Nem um pouco!
Certamente, passaria na casa dela pra que fôssemos juntos. Ao chegar lá, a encontro ao telefone com ninguém mais, ninguém menos que Cristiano Grimaldi, aquele cidadão que nos fez esperar mais de uma hora, o que impossibilitou nossa saída. E aqui entra o fato de eu ter dito para que duvidassem do fato da saída ser uma boa. Não fosse isso, em primeiro lugar a noite podia ter acabado muito pangua. Claro, eu estava no auge do tédio e talvez, naquele dia específico, a bebida não fosse ajudar tanto. Segundo porque, ao chegar lá, encontrei as duas primas dela, Jade e Eloah, que estão no Rio em férias. Essa segunda parte é muito importante porque acho que só entrei em clima de férias a partir do dia seguinte.
Quando saí da faculdade no último dia de aula, eu estava pensando em fazer várias coisas. Inclusive o plano de fazer mochilão com a Rafa acabou me esquentando, mas eu ainda não me sentia verdadeiramente de férias. Na quinta (14/07), no entanto, isso mudou. Acordamos na casa de Thanny e devido ao fato de sermos um tanto quanto envergonhados, queríamos ir embora. Mas acabamos ficando até o almoço. Depois do dito, pensamos que seria legal sair com as meninas, ir a algum lugar legal pra elas conhecerem. Pensamos no Arpoador, já que elas já tinham ido lá, mas não tinham subido na pedra. Seria perfeito, o Grima iria ao compromisso dele e, após, nos encontraríamos no fim da tarde para apreciar o por-do-sol. Acontece que acabamos saindo de casa um tanto tarde e, infelizmente, ainda tive que passar na faculdade pra resolver coisas da inscrição, o que nos atrasou ainda mais. Chegamos na pedra e já era noite, e lá fazia um frio impraticável. Saímos um pouquinho depois e ficamos andando pela orla, sem saber muito bem o que fazer.
Depois de andarmos um bocado, decidimos (com muito custo) irmos à Parmê para comermos uma pizza. No meio do caminho ainda enfrentamos um ônibus com seres suspeitos e um Cristiano enjoando. Passados esses pequenos problemas, chegamos ao nosso destino. Comemos, rimos bastante, conversamos e roubamos cardápios e outras coisinhas :P Fomos pra casa da Tek e..... dormimos mais uma vez lá u.u
No dia seguinte saímos após um café da manhã, porque nós ainda temos casa (ao menos, achávamos isso). Precisávamos de cama e resolver várias coisas. Antes de irmos pra casa, contudo, eu e Grima ainda fomos fazer uma visita surpresa à Rafa, cujo estudo atrapalhamos um pouco. Parecíamos dois ciganos, migrando de casa em casa, meio descabelados (no caso dele, totalmente descabelado) e com uma camisa furada!
Nossa... Rimos horrores esses dias. Que bom que essa minha decisão de quarta está gerando tantos frutos agradáveis!
Mas o que quis dizer com essa história toda? Que essas cinco pessoas, Rafaela, Cristiano, Thanny, Jade e, claro, Eloah, estão me fazendo passar férias bem proveitosas. Ficar longe de casa sem viajar, rir, comer fora, beber (ainda vai chegar esse dia, porque ainda não enfiamos o pé), trocar conversas, conhecer pessoas novas... enfim, tudo isso está me deixando em paz comigo mesmo. Descobri que não era férias que eu queria, eu queria ESSAS férias!
Quanto a essas duas meninas... Não tenho muito o que falar, porque não as conheço bem, mas o que posso dizer é que estou adorando conhecer!
Só quero saber do que pode dar certo; não tenho tempo a perder.
02:36, quando Brunno enlouqueceu.
Quinta-feira, Julho 07, 2005
Uma letra de música em homenagem a uma pessoa que nunca deve ter entrado aqui, mas que é foda. Debix querida, estou assistindo o clipe de vocês há horas! Isso é muito bom! hauhauahua
My Cherie Amour - Stevie Wonder
My cherie amour, lovely as a summer day
My cherie amour, distant as the milky way
My cherie amour, pretty little one that I adore
You're the only girl my heart beats for
How I wish that you were mine
In a cafe, or sometimes on a crowded street
I'd be near to you, but you never notice me
My cherie amour, won't you tell me how could you ignore
That behind that little smile I wore
How I wish that you were mine
Maybe someday, you'll see my face among the crowd
Maybe someday, I'll share your little distant cloud
Oh cherie amour, pretty little one that I adore
You're the only one my heart beats for
How I wish that you were mine
15:32, quando Brunno enlouqueceu.
Quarta-feira, Julho 06, 2005
Houve um tempo em que acreditei que uma das coisas mais importante que nós devemos aprender a carregar durante todo o percurso de vida neste pequenino planeta é uma couraça resistente, capaz de aguentar até o mais duro golpe do destino sobre nossos frágeis e indefesos corpos. Afinal, somos seres frágeis por natureza. Estamos a todo e qualquer momento sujeitos às lesões mais graves, geralmente devidas a incidentes dos mais variados tipos, desde o mais improvável até o mais banal. Desse modo, a proteção seria algo realmente indispensável pra uma sobrevivência segura e saudável.
Mas eu estava enganado. Com o passar dos anos, eu aprendi que a segurança só vai lhe proporcionar uma vida estável. E há algo mais sacal do que uma vida estável? A proteção impede que entrem e firam você em seus domínios íntimos, mas também impede que sua alma seja livre para voar e ser sensível às experiências que na verdade dão sentido à vida. Ou seja, você passa a vida sobrevivendo aos outros e a si mesmo. Eu nunca entendi como isso podia ser bom, mas eu entendia que não me fazia mal também. Era simplesmente confortável e seguro. Até que eu pensei: pra que tanto conforto, pra que tanta segurança se eu não consigo me sentir vivo?
A vida foi feita pra viver. Não pra ter sentido ou pra qualquer outro motivo que possaminventar pra fazê-la mais cor-de-rosa ou suportável. Não adianta fugir, não adianta se esconder, não adianta chorar, correr, nada! A vida é um saco muitas vezes. Muitas vezes você não consegue ver o porque de nada. Foda-se. E daí? E daí que você perdeu seu emprego, sua mulher lhe corneou, seu amigo sacaneou você ou bateu o dedinho no pé da cama? A vida é isso aí; aceite isso ou salte fora. A escolha é toda sua, meu caro. Reclamar não vai fazer o mundo andar ao contrário, sair de órbita ou o céu ficar vermelho com bolinhas amarelas.
Aliás, isso está mais relacionado ao fato de você deixar de ser uma besta cabeça-dura. Muitas pessoas passam a vida toda perseguindo alvos que nunca existiram nem nunca existirão. Às vezes, estes alvos são elas mesmas (ou aquilo que elas pensam de si). Quando esses alvos nos fazem progredir, são chamados de utopias. Certa vez, ouvi dizerem que utopias são como o horizonte; nós nunca vamos chegar até o horizonte, mas ele é importante pra nos fazer caminhar em sua direção.
Agora, quando a coisa não é bem assim, e sua vida se torna um eterno círculo vicioso, um eterno ir e vir de inutilidade e experiências que não acrescentam em nada, tenha certeza que está numa furada. É preciso entender que muitas e muitas vezes (me arriscaria a dizer até que é a maioria delas) simplesmente não dá! Então você vai fazer o que? Ficar dando cabeçada na porta até uma alma caridosa resolver abrí-la? Olhe pro lado, deixe de ser tão rígido e veja que a janela está aberta! Pule-a! Depois de um tempo treinando essa operação de tentar ter uma visão ampla do mundo ao seu redor, vai perceber que é muito mais simples do que parece.
Não posso dizer que essas mudanças vieram pra ficar em minha vida, pois muitas vezes eu mesmo me esqueço delas. Mudar é uma batalha que tem que ser travada dia a dia, com o risco de não conseguir sustentá-las por muito tempo. Mas depois que passei a pensar mais amplamente, tenho certeza que hoje sofro muito mais, assim como sou também muito mais livre e feliz. Percebi que existem muitos caminhos, mas só um deles tem coração. E é esse o que quero seguir.
18:30, quando Brunno enlouqueceu.
Sábado, Julho 02, 2005
Ontem foi um dia foda. E quando eu falo foda, eu quero dizer: FODA.
Eu e Rafa estávamos combinando de panguar ontem desde o começo da semana. Ontem, ela me ligou para deicidirmos o que iríamos fazer. Existiam algumas opções toscas, mas aquela que vingou foi darmos uma fugida até Copacabana. Grima aceitou, então marcamos perto da Cardeal Arcoverde. O primeiro milagre foi o Grima ter chegado ANTES DE TODO MUNDO. Acho que esse foi o milagre do ano. Pra variar, cheguei meio atrasado, mas não tanto assim.
Assim que cheguei lá, liguei pra Rafa e eles estavam no Bobs em frente, tomando um treco lá que eu não lembro o que. Dali, fomos andando por Copa, um tanto quanto sem rumo. Éramos três perdidos numa noite até que bem limpinha. Passamos primeiro em frente a uma loja de doces e cachaças, e entramos para apreciar melhor. Ficamos ali um tempo, vendo as esquisitices naquela lojinha com ares mineiros, e então continuamos a peregrinação.
Logo depois, passamos por um Sex Shop. Eu olhei pra cara do Grima, que fez um ar sarcástico (pra variar, pensamos a mesma coisa juntos). Cada um segurou a Rafa por um lado e então arrastamos ela pra dentro. Logo que entramos, tinha um pequeno espaço com fitas de video pornô para venda. Foi muito engraçado ver a cara de constrangida que a Rafa fez ao olhar para uma delas e, sem saber o que fazer, ficou movendo os olhos frenéticamente pra todos os lados, sem saber pra onde olhar. Achamos que seria uma maldade de nossa parte continuar, então saímos. Mas teria sido peculiar, diria eu, se subíssemos pro segundo andar, onde um cara nos avisou que estava havendo um show.
Continuamos. Fomos em direção à orla. Quando chegamos lá, tivemos um estalo. Já que estávamos enlouquecidos mesmo, achamos que seria uma boa se nós tentássemos entrar no Copacabana Palace. É, isso aí, Copacabana Palace. Porque somos muito chiques. Fomos pra porta, mas acabamos nem tentando. Preferimos que seria mais legal sentarmos pra conversar na Top Beer, beber algo e petiscar.
Assim, ficamos comentando depois e todos concordamos que era o programa mais adulto que já fizemos. Ficar ali, sentados na Av. Atlântica, tomando chopp, comendo batata frita e conversando sobre a vida! Falamos muito, rimos ainda mais (embora o senso de humor da Rafa não seja lá TÃO apurado ^_^) e confraternizamos. Aí meu irmão chegou pra completar o grupo. Foi um programa muito ótimo, foi tudo muito bom. Perfeito passar uma noite agradável com essas três pessoas que eu amo!
E para arrematar, o ponto alto. Vocês acham que desistimos da idéia de entrar no Copacabana Palace? Nada disso! Saímos do bar, já devidamente alegres pra perder a vergonha, e fomos! Na portaria quase nos barram, mas tudo ficou resolvido e ficamos circulando por lá. Passamos por um corredor na maior lentidão possível, observando tudo e fomos até o bar. Mas como infelizmente estávamos sem câmera, decidimos que voltaremos em outra oportunidade, devidamente bem vestidos, sentaremos pra consumir e tiraremos fotos!
Quando saímos, ainda fomos pra areia, sentar na beira da água e confraternizar mais um pouco. Conversamos um pouco mais e depois de quase.. sei lá, uma hora... levantamos e fomos pra casa da Rafa, onde passamos o resto da noite. Tomara que possamos fazer isso ainda mais vezes!
E sobra uma certeza: muitas coisas nesse mundo mudam, graças a Deus. Mas outras, felizmente, nunca mudarão.
15:32, quando Brunno enlouqueceu.
Tem tanto tempo que eu não escrevo aqui. Também não sei mais o que escrever.
Minha fonte de inspiração está seca e agora não há mais saída. É triste quando falta motivação ou o que quer que seja pra seguir em frente. É triste quando você olha pra si mesmo e não vê sentido nenhum na existência, mesmo que busque incessantemente pela motivação inexistente. O que será que me tornei? Será que ainda sou o Carlos Brunno que eu conheço e gosto de conviver, aquele com quem sempre tive diferenças e julgava tosco o modo de vida, mas que não me dava problemas quando o assunto era auto-conhecimento?
Não sei. Antigamente eu conseguia ver razão em tudo, conseguia entender o sentido das coisas. Não que isso tenha mudado, mas agora esse sentido é muito mais caótico, uma sucessão de eventos que parecem levar à destruição e ao caos. Afinal, qual é a finalidade de viver? Eu sempre acreditei que a resposta para isso fosse "viver", mas cada vez mais o sentido torna-se "o nada". Tudo acaba um dia. A vida é um eterno recomeço. Então, pra que começar algo que vai acabar mesmo, que no fim vai me levar a um grande mar de vazio e falta de sentido?
Viver é uma escolha, não uma obrigação. Nós somos seres que foram dotados de percepção e capacidade de escolha tal que até estar vivo nos é facultativo. A fuga dessa realidade pode ser a chave para fugir de algo sem sentido e inútil. E quando paro pra pensar nisso, vejo que ainda sou muito covarde para assumir tais escolhas. Mas as coisas mudam. Sempre mudam.
Que sabe um dia isso muda também?